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| Apenas digo a verdade! |
domingo, 9 de dezembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
O tempo nem sempre cura tudo
Dias se passam e nada me fez
tirar o grande vazio dentro de mim. Perder tudo ou perder não perder nada,
palavras que já não fazem diferença. Talvez minha escolha não tenha sido a
melhor para nós dois, mas era a mais sensata naquele momento.
O ferimento deixado
por você começa a se cicatrizar lentamente. Muitos altos e baixos vieram e meus
sentimentos continuaram puros. Queria
estar perto mas, tinha medo que me afastasse pra longe. Não queria que seu
olhar frio se transformasse em palavras e estas me atingissem.
Até que meu coração encontrou
alguém para cuidar dele. Alguém que lhe desse amor e carinho. Talvez não fosse
ele o homem certo. Mas ele me amava e isso já era o suficiente. Com ele tudo
ficava menor. A dor, a tristeza, as lagrimas. Tudo perante seu sorriso diminuía.
Mas então você volta, pedindo
desculpas e dizendo que se arrepende. Dizendo que me ama. E meu coração se
aperta novamente.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Arrependimentos?
Sempre pensei que tudo no mundo fosse eterno, assim como as flores murchas podem deixar seus grãos de pólen no ar para que estes possam dar origem a novas flores e assim por diante. Mas por algum motivo, essa imagem do “eterno” começou a se desfazer dentro de mim.
Queria poder voltar ao passado e reviver todos os momentos felizes que passei com as pessoas que amava só pra diminuir o arrependimento que sinto hoje, por não ter vivido mais momentos como aqueles. Queria poder concertar minha vida a partir do momento em que ela começou desandar.
Eu queria ter acertado mais, ou até ter errado mais. Só pra saber que curso minha vida tomaria se eu tivesse feito alguma escolha diferente. Eu queria ter dito aos meus amigos que os amava antes de ver um por um se separando e indo para longe.
Da mesma forma que eu queria ter sorrido mais eu queria ter chorado mais. Queria que nos momentos de tristeza e agonia houvesse alguém aqui comigo para afagar minha cabeça e dizer para chorar o quanto quiser, mas que não sairia do meu lado até que eu me sentisse melhor.
Queria poder entender por que não consigo mais conversar com minha melhor amiga nos tempos de infância. Não da mesma forma. Queria entender se é certo as pessoas mudarem tanto e outras permanecerem as mesmas por tantos anos, e saber por que as novas amizades acabam enfraquecendo as antigas.
As pessoas não ficam juntas o tempo todo, pois este é tempo demais. Nem tudo acontece da forma que se espera, apenas aprenda a seguir o curso das coisas. O que tiver que acontecer acontecerá e ponto. Só por que algo desapareceu não quer dizer que você vá parar de viver. Apenas aprenda: nada é pra sempre, o pra sempre sempre se vai.
sábado, 13 de outubro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Ardente Dor
Chovia, uma garota observava sua cidade sucumbir as chamas. Esta, parada em cima de um morro, se encontrava totalmente encharcada. Seu longo vestido branco, estava rasgado, permitindo que as gotas frias da chuva encostassem em sua pele pálida suja de carvão e terra.
Seus cabelos eram em um tom de vermelho intenso mais forte que qualquer outro tom de loiro avermelhado. Seus olhos transmitiam tamanha tristeza e dor que suas retinas antes cinzas agora estavam em um lilás broxo e obscuro.
A doce princesa vê agora seu reino coberto pelo laranja intenso das chamas de um incêndio.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Processo Criativo
Tudo começa com uma simples vontade de se fazer um bom texto. Sempre que essa inspiração vem o escritor dá pulos de alegria porque, vai poder escrever algo bem legal em relação a sua própria forma de pensar. Mas, qual seria um assunto legal?
Essa é a parte fácil. Pensei em vários temas para esta crônica. Pensei em falar sobre algo polemico como a falta de gasolina em São Paulo (mesmo que tenha durado apenas quatro dias). Mas quando terminei, a redação não tinha rendido nem três linhas. Descartei esse texto para começar outro um pouco menos cansativo. Então resolvi falar uma pouco sobre a instituição de ensino que eu frequentava. Mas eu ia falar sobre o quê? Das broncas que levei dos professores por não fazer as atividades? Não deu certo.
Essa é a parte fácil. Pensei em vários temas para esta crônica. Pensei em falar sobre algo polemico como a falta de gasolina em São Paulo (mesmo que tenha durado apenas quatro dias). Mas quando terminei, a redação não tinha rendido nem três linhas. Descartei esse texto para começar outro um pouco menos cansativo. Então resolvi falar uma pouco sobre a instituição de ensino que eu frequentava. Mas eu ia falar sobre o quê? Das broncas que levei dos professores por não fazer as atividades? Não deu certo.
Então eu percebi que não ia conseguir escrever uma crônica dessa maneira. Em primeiro lugar, uma crônica não nasce de um tema, o tema nasce de uma crônica. Mesmo querendo que ela seja gostosa de ler, ela precisa ser gostosa de escrever. Ela deve ser feita sem nenhum compromisso, falar de nada e ao mesmo tempo expor tudo. Claro que existem muitas boas cônicas em relação à desigualdade social, a camada de ozônio, o fim em 2012 entre outras coisas, mas elas não começaram já com a ideia de virarem algum tipo de texto, eram apenas opiniões em relação a algum assunto.
Sem perceber, eu já tinha terminado meu texto. Uma crônica sobre uma crônica. A cabeça humana é muito difícil de entender mesmo.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Apenas arriscando minha vida serei sua.
Um garoto tinha acabado de se formar na faculdade de medicina. Este garoto tinha o sonho de se tornar o melhor médico de sua área. No final, ele se tornou um renomado cardiologista.
Ele tinha uma namorada muito linda. Não tão linda quanto uma modelo, mas era gentil e meiga. Depois de alguns anos, eles resolveram se casar. Não foi uma cerimonia muito extravagante, mas era o suficiente para marcar a passagem da vida dos dois. Eles compraram uma casa em um bairro prospero e amigável. Lá viveram muito felizes por anos. Até aquele dia...
Cardiomiopatia. A namorada dele tinha uma bomba dentro dela. Um dia, ela teve uma parada cardíaca, mas graças à operação, ela sobreviveu. Ela tinha 50% de chance de viver mais cinco anos uma chance em duas de morrer.
Sendo ele o médico dela, conseguiu manter os sintomas dela sobe controle, mas não havia chance de uma recuperação total. Ela se apegou a vida que tinha, mas ela não duraria muito.
Ele não sabia se tinha talento ou sorte, mas ele mesmo se prometeu um futuro de sucesso e progresso. Mesmo ele sendo um médico de elite, ela era responsabilidade demais para ele.
Ele teve que escolher entre seu futuro e o tempo junto a ela. Mas mesmo ele escolhendo a garota, ela não viveria muito. Talvez fosse assim para ele, mas, não pra ela. Ela é feliz ao lado dele, ela ri quando está com ele, mesmo sabendo que é por pouco tempo. Mesmo fazendo ou não a cirurgia, ela sabe que um dia morrerá. Mas ela prefere poder rir agora a nunca ter conseguido sorrir.
Ela fez a cirurgia. Foi algo muito difícil para nosso médico realizar. Era como costurar em um papel de arroz. A cirurgia foi um sucesso. Ela poderia viver mais cinco anos ao lado do homem que amava.
Para uma mulher, não importa se é por pouco tempo...(não, ele é importante por que é por pouco tempo) se ela puder ser feliz de verdade ou pelo menos ter um momento assim, ela poderá aceita-lo. “É apenas arriscando minha vida que poderei ser sua”.
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